sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Irmãos


Este tema me foi sugerido por minha amiga Virginia, e ela me pede pra falar sobre a problemática do irmão do meio. Vamos la!
Prá falar de "irmãos", precisamos falar de familia, que são pessoas que se unem por causa do amor e do afeto. E nessa, não podemos nos esquecer que existem familias de um filho só, de dois, tres, de gemeos, só de meninos, só de meninas e por aí vão as variações familiares.
Pra juntar pais e filhos temos que falar de amor e afeto e também considerar conflitos.
Pois é tava bom demais né? Mas vida sem conflito é algo morto, se não temos conflito não temos pelo que lutar.
E luta é o que mais existe na relação entre irmãos. Lutam por um espaço, principalmente ao lado dos pais e então brigam. Sem brigas não se cresce, não se resolve problema. Brigas entre irmãos é normal e saudável.
Mas o problema na relação entre irmãos são pais, que quando interferem não agem como pais, mas sim como juizes e maus juizes. Como diz Ivan Capelatto em seu livro Diálogos sobre Afetividade, "pais são pais de filhos e não pais de irmãos".
Na relação entre irmãos só eles podem resolver seus problemas. Cada vez que um gritar "olha mãe", " o pai", o que irmãos tentam fazer é brigar por afeto, por atenção, disputam o amor dos pais, a famosa rivalidade entre irmãos.E pais nessa hora devem ser firmes, "resolvam entre voces".
Numa familia com mais de dois, existe a famosa Síndrome do irmão do meio, o irmão sanduiche. Ele passa a ser sufocado pelo mais velho, que tem mais experiencia e pelo mais novo que é o bebe da casa.
Parece que a luta para os filhos do meio será mais ardua para chamar a atenção dos pais, mas na relação com os irmãos, é tudo igual, a luta é a mesma.
O que sempre vai diferenciar é a maneira como os pais lidam com a briga dos filhos.
Ainda seguindo o mesmo pensamento de Ivan Capelatto, pais jamais devem interferir, mesmo que haja agressão fisica, ele inclusive aconselha os pais que se tranquem em algum lugar e espere passar. Entendam que estamos falando de crianças! Se eles se machucaram numa primeira vez, não haverá a segunda pois vão entender que não existem juizes para sua causa, a disputa pelo amor acaba e irmãos começam a relação de melhores amigos  para a vida adulta.
O papel dos pais na vida fraternal será ensinar a negociar e não tomar partido.
Quando na vida familiar ocorre a intereferencia nas brigas entre irmãos, aí então, podem se formar marcas e mágoas pra toda uma vida, na relação ente irmãos como também na relação com os pais.

Minhas leituras:
Marcia Homem de Mello - texto - Como educar, criar, cuidar, preparar a relação dos irmãos?
Ivan Capelatto - Livro - Diálogos sobre afetividade
Mauro Godoy - texto - Filhos do meio