terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lobo em pele de cordeiro?


Tudo se inicia no ventre materno.
Aos 45 dias de gestação o feto experiencia seu primeiro sentimento - RAIVA!
Que impressionante. O AMOR, começa aos 4 anos e meio, e isso depende dos pais. Que responsablidade.
O amor nasce do medo. O afeto vai nascer da relação com a mãe. E a mãe ou quem cuida as vezes briga para ensinar, corrigir, dar limites. Aí então acontece o medo de perder quem se ama.
Na falta de limites, de atender a todas as demandas de uma criança em vez da raiva, nasce a indiferença. Sentimento muito pior do que a raiva, pois a raiva se contem com beijo, abraço, pode-se perdoar. Mas como lidar com a indiferença? Quando se fica indiferente, não existe mais afeto. Se perde!
Sim infelizmente o mundo está ficando frio, valores e amores estão indo embora.
Por que? Por que um dia limites não foram dados. E para sanar a falta deste vazio interno ocorre uma busca desenfreada para o "ter" e não se valoriza mais o "ser".
O mundo do aqui e agora. Hoje voce aperta um botão e tem o que quer. Já não se sabe mais esperar por nada, nem elevador. Da angústia esperar muito. E a pessoa que não aguenta a angústia, explode.
As sociopatias e psicopatias que antes eram tão raras e longinquas agora estão muito perto.
As mentiras, o passar o outro prá trás, fazer mal ao outro sem pensar em consequências e o que é pior, sem sentir culpa, são os transtornos de conduta.
Uma pesquisa realizada em 1994 por Robert Hare (Psicólogo), diz que para cada 10 pessoas 4 apresentam um transtorno de conduta. Antes a conta era bem diferente para cada 100 encontravam-se 4 pessoas com um trantorno de conduta.
Sim a nossa sociedade está doente.
Mas a estes que mentem, enganam, na verdade se enganam. Mas também não sofrem, por que criam um mundo fantasioso e acreditam nisso. Um dia eles já sofreram e não foram ouvidos ai então adoeceram. Um dia não tiveram limites, da raiva passaram para a indiferença e hoje quem sofre somos nós os saudáveis, mas o melhor de tudo isso, é que somos adultos e temos defesas para preservar nossa sanidade.
Artigo baseado na aula do Dr. Ivan Roberto Capelatto (Educador no seculo XXI)