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domingo, 31 de janeiro de 2010

Vou viver um dia de cada vez!


Quão sábia é esta fala, mas tambem quão difícil é alcançar este momento e realmente poder viver o que se diz.
Esta fala pode até ser nossa, mas hoje a retiro de uma notícia que li no jornal local de minha cidade onde uma mãe faz esta declaração.
Uma lição de vida!
Seu filho Lucas, nasceu com problemas neurológicos e esteve internado na UTI desde os 4 meses de vida.
Hoje ele tem 3 anos e chegou em casa.
A mãe agora se deu conta de que ela será a responsável pelo cuidado de seu filho quando antes ela tinha toda uma equipe que a ajudava e orientava nos cuidados ao seu filhinho.
Mas esta mulher é forte e me emocionou ler esta reportagem quando ela sabe que seu filho terá o tempo dele, quando ela diz, não vou ficar com pressa de ve-lo andar.
Fico imaginando, quando temos tantos sonhos e fazemos tantos planos e de repente vemos que as coisas não vão acontecer como sonhadas, idealizadas e aí temos que tirar forças daonde não temos para lidar com a situação do jeito que ela se apresenta.
Quando é com a gente, muitas vezes podemos até nos deprimir, ficar com raiva, fazer birra...mas e quando esta situação ocorre com alguém, no caso um filho, onde você sonhou, planejou e idealizou tantas coisas para seu futuro e agora no caso desta mãe, ela consegue dizer, "não vou ter pressa de ve-lo andar"!
Que mãe forte!
E tenho certeza neste mundo devem exisitir tantas outras mães lutando pelos seu filhos com esta mesma sabedoria "vou viver um dia de cada vez".
Não mais no meu tempo, mas no tempo dele.
É deixar sua ansiedade de lado, sua pressa, agora seu sonho poderá até acontecer, mãe, mas no tempo de seu filho.
Hoje, posso falar por mim, vou pensar duas vezes antes de lamentar um sonho que não deu certo, quero aprender com essa mãe a viver um dia de cada vez!
Caso voce queira ler esta notícia, aqui vai o link:
http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&id=968899&tit=Crianca-vai-para-casa-apos-ficar-mais-de-tres-anos-no-hospital

sábado, 1 de agosto de 2009

Caráter

oral fixationImage by serhio via Flickr
Desde o nascimento, nós nos deparamos com fases de nosso desenvolvimento.
São elas: Oral, Anal, Fálica, Latência, Adolescência, Maturidade, Velhice.
Aqui no blog vamos falar brevemente das 4 primeiras fases e o caráter adquirido ao final de cada fase e por que ocorrem as fixações. E que caráter poderemos desenvolver ao final desta fase.
Hoje falaremos sobre:
Fase Oral: (0 - 1 ano) Como o próprio nome já diz, é tudo que se relaciona a boca do bebê. O bebê conhece o mundo pela boca e as sensações que acompanham as suas experiências, por exemplo durante a amamentação, ele recebe um olhar de carinho, sorrisos, toques pelo seu corpo. Quando o bebê é amamentado ele além de satisfazer o seu oral ele incorpora essas emoções. A mãe é a referência de mundo, portanto tudo que a mãe sente neste momento ela passa para seu filho. Inclui-se portanto coisas boas e coisas ruins.
E agora? A mãe nunca pode estar preocupada? Triste? Ansiosa?
Esta mãe é humana, portanto ela não pode deixar de sentir emoções, logicamente por que ela ama e cuida, ela estará muito mais concentrada no bem estar de seu filho.
O que pode ser negativo aqui seria a mesma mãe, oscilar muito suas emoções, uma hora muito eufórica, feliz, outra hora, depressiva, angustiada. O bebê sente e para ele fica difícil identificar sua mãe.
A fixação aqui ocorreria se esta mãe for extremamente atenciosa, muito solicita, ao primeiro choro já está ali pra acudir. Quer dizer o bebê não tem chance de se angustiar, portanto, um pouco de angustia para o bebê faz parte, afinal ele não está mais dentro de sua mãe, e como agora ela é referência de mundo, este mundo não tem apenas coisas boas. Aprender a esperar faz parte mas é sempre importante para ele, o bebê, saber que tem alguém que cuida.
Agora, as coisas negativas que ocorrem durante esta fase, como falta adequada de cuidado, também podem trazer uma fixação. Mas por que o bebê pode se fixar numa fase com coisas ruins? Por que serão comportamentos aprendidos e ele não terá uma outra referência.
Acontece em todas as fases algo que chamamos de desenvolvimento psicossocial.
Na fase oral, o conflito básico a ser resolvido é o de confiança X desconfiança.
Aqui o bebê vai aprender a confiar em sua mãe ou na pessoa que cuida, e vai saber que existem momentos ruins sim, na hora da espera pelo leite ou pelas trocas de fralda.
A oralidade tem evidentemente uma enorme importância na estruturação da personalidade adulta.
Portanto, as características que podemos trazer de nossa fase oral pra nossa fase adulta: grandes oradores, o vício por cigarro, dedo na boca, roer unhas, beber e até mesmo aqui considerar o alcoolismo.